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Vaginismo: o que é e como a terapia pode ajudar

Aqui você encontra informação clara e um espaço para falar do vaginismo no seu ritmo, sem julgamento e com sigilo.

  • Psicóloga Lilian Agne · CRP 04/76908
  • Terapia Cognitivo-Comportamental
  • Atendimento online no Brasil e no exterior
Conversar pelo WhatsApp

Sessão sigilosa · Sem julgamento · Sem sala de espera

O que é vaginismo

Vaginismo é a contração involuntária dos músculos do assoalho pélvico na tentativa de penetração vaginal, que dificulta ou impede a relação.

A contração acontece sem querer: o corpo se fecha antes que a pessoa consiga decidir qualquer coisa, e isso nada tem a ver com frescura ou falta de vontade. Para algumas mulheres, a penetração nunca foi possível; para outras, ela deixou de ser possível depois de um período de dor, de uma experiência difícil ou de uma fase de muita ansiedade.

O Manual MSD, na versão para profissionais de saúde, descreve o vaginismo dentro do transtorno de dor genitopélvica/penetração, que reúne as dificuldades com a tentativa de penetração ou com a penetração completa (Manual MSD, revisão de julho de 2023).

Não é raro. Entre mulheres com alguma disfunção sexual, a dor sexual feminina e o vaginismo aparecem em 11,7% a 42% dos casos, segundo o artigo de Lima e colaboradoras na Revista Brasileira de Sexualidade Humana (2020). Mesmo assim, muitas mulheres convivem com o vaginismo em silêncio, com culpa e vergonha de falar sobre ele.

Vaginismo tem explicação e tem tratamento, e falar dele já é parte do cuidado.

Causas emocionais e causas físicas

O vaginismo raramente tem uma causa só. O quadro abaixo mostra o que pode estar por trás dele e quem avalia cada parte.

Tipo de causaExemplosQuem avalia
EmocionalMedo ou ansiedade diante da penetração, expectativa de dor, experiências sexuais dolorosas ou traumáticasPsicóloga
Crenças e aprendizadosCulpa, vergonha ou ideias aprendidas sobre sexo e sobre o próprio corpoPsicóloga
RelacionalTensão na relação, dificuldade de conversar sobre sexo, pressão para que a penetração aconteçaPsicóloga, individual ou em casal
FísicaCondições que causam dor na entrada da vagina, como infecções, inflamações e alterações da pele ou da mucosaGinecologista
As duas juntasUma dor física que gera medo, e o medo que mantém a contração mesmo depois do cuidado com o corpoGinecologista e psicóloga, em conjunto

A terapia cuida do que é emocional e relacional. Algumas causas são físicas: se você ainda não passou por avaliação médica ou ginecológica, ela faz parte do cuidado.

Como a terapia sexual pode ajudar no vaginismo

Lilian Agne, psicóloga, CRP 04/76908

O vaginismo costuma se manter num ciclo. A penetração é esperada com medo, o corpo se contrai para se proteger, a tentativa dói ou não acontece, e da próxima vez o medo chega ainda antes. Com o tempo, a pessoa passa a evitar a intimidade e a se culpar por isso.

A terapia cognitivo-comportamental (TCC) trabalha nesse ciclo. Nas sessões, você identifica os pensamentos que aparecem antes da penetração, entende o que alimenta o medo e a ansiedade e aprende formas de lidar com eles. As crenças sobre sexo, a culpa e a comunicação com a parceria também entram no trabalho. Tudo acontece em conversa, no seu ritmo, sem exame e sem exposição. Esse trabalho faz parte da terapia sexual.

O Manual MSD, na versão para profissionais de saúde, inclui a terapia cognitivo-comportamental no tratamento do vaginismo, ao lado da dessensibilização progressiva e da fisioterapia do assoalho pélvico (Manual MSD, transtorno de dor genitopélvica/penetração, revisão de julho de 2023). Por isso o cuidado costuma ser feito em parceria: a ginecologia investiga o corpo, a fisioterapia pélvica trabalha a musculatura quando é indicada, e a terapia cuida do medo e da ansiedade. Cada etapa é orientada no acompanhamento, de acordo com a sua história.

Quando o vaginismo afeta a relação, as sessões podem incluir o parceiro ou a parceira, na terapia de casal: conversar sobre o que acontece tira o peso de cada um carregar isso sozinho.

Como funciona o acompanhamento

O acompanhamento é feito pela psicóloga Lilian Agne, CRP 04/76908, em sessões online por vídeo, para quem mora no Brasil ou no exterior.

  1. Primeiro contato pelo WhatsApp

    Você envia uma mensagem, tira as dúvidas e escolhe o horário da primeira sessão. O valor e as condições são combinados diretamente, antes da primeira sessão.

  2. Primeira sessão

    Na primeira sessão será realizada uma avaliação inicial, para assim desenvolver um plano de tratamento personalizado, conforme seu caso.

  3. Sessões no seu ritmo

    As sessões são por vídeo, com horário marcado e privacidade. Os atendimentos são online; semanais ou quinzenais, depende de cada caso. A consulta tem duração média de 50/60 minutos e é realizada pelo WhatsApp, por chamada de vídeo, ou pelo Google Meet, você escolhe.

Dúvidas frequentes sobre vaginismo

Se a sua dúvida não estiver aqui, pergunte pelo WhatsApp. Para ler mais sobre o tema, veja o artigo sobre dor após a relação sexual.

Sim. O cuidado combina a terapia, a avaliação ginecológica e, quando indicada, a fisioterapia do assoalho pélvico. O tempo de cada pessoa é diferente, e a terapia pode ajudar a diminuir o medo e a ansiedade que mantêm a contração.

No vaginismo, a musculatura se contrai e dificulta ou impede a penetração; na dor na penetração (dispareunia), a relação acontece, mas dói. As duas podem andar juntas, e o manual de diagnóstico da Associação Americana de Psiquiatria (DSM-V-TR) reúne as duas no transtorno de dor genitopélvica/penetração. Para entender a dor na relação, veja a página sobre dor na penetração (dispareunia).

Sim. A terapia acontece em conversa, sem exame e sem contato físico, então as sessões por vídeo têm a mesma estrutura das presenciais. Você participa de onde estiver, com privacidade.

Não é obrigatório. O acompanhamento pode ser só seu, e, quando faz sentido para você, o parceiro ou a parceira participa de algumas sessões.

Agendar avaliação

Falar sobre vaginismo pode ser difícil. Aqui você é ouvida sem julgamentos por uma psicóloga com mais de 20 anos de prática clínica, em sessões online, no seu tempo e de onde estiver.

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