Anorgasmia: o que é, causas e tratamento psicológico
Um espaço sigiloso para falar da dificuldade com o orgasmo, sem julgamento e no seu ritmo.
- Psicóloga Lilian Agne · CRP 04/76908
- Terapia Cognitivo-Comportamental
- Atendimento online no Brasil e no exterior
Sessão sigilosa · Sem julgamento · Sem sala de espera
O que é anorgasmia
Anorgasmia é o nome da dificuldade persistente de chegar ao orgasmo. O orgasmo não vem, demora muito, acontece raramente ou com uma intensidade bem menor, mesmo quando há desejo e excitação, e isso traz sofrimento. No Manual MSD, na versão para profissionais de saúde, o quadro aparece como transtorno orgásmico feminino.
Ela pode ser primária, quando a mulher nunca teve orgasmo, ou secundária, quando o orgasmo acontecia e deixou de acontecer. Também pode aparecer em todas as situações ou só em algumas, por exemplo na relação com a parceria, mas não sozinha. Essa diferença ajuda a entender o que está acontecendo e por onde começar.
É mais comum do que parece. Num estudo com 1.219 mulheres brasileiras, 21% relataram disfunção do orgasmo (Abdo e colaboradores, International Journal of Impotence Research, 2004). A Revista Brasileira de Sexualidade Humana descreve a anorgasmia como o segundo problema sexual mais relatado entre mulheres (Marques e Marques, 2005).
Muitas mulheres convivem com isso em silêncio, achando que há algo errado com elas. A dificuldade com o orgasmo merece cuidado, sem pressa e sem culpa.
Causas emocionais da anorgasmia

O orgasmo depende do corpo e também do que acontece nos pensamentos e na relação. Muitas vezes, a dificuldade começa na ansiedade e vira um ciclo: a pessoa entra na relação preocupada em chegar lá, passa a se observar em vez de sentir, e o orgasmo fica mais distante. A frustração aumenta a cobrança na vez seguinte, e a intimidade começa a parecer uma prova.
Crenças aprendidas também pesam: a ideia de que o prazer é errado ou menos importante, a vergonha do próprio corpo, a falta de informação sobre como funciona a própria resposta sexual. E a relação conta: a falta de confiança, as mágoas guardadas e a dificuldade de dizer o que dá prazer deixam o corpo em alerta.
O Manual MSD, na versão para profissionais de saúde, lista entre os fatores que contribuem para a anorgasmia a ansiedade, o estresse, a falta de confiança na parceria, a comunicação difícil sobre as preferências sexuais, a pouca atenção cultural ao prazer feminino e a falta de informação sobre a função sexual, além de alguns remédios, como certos antidepressivos (Manual MSD, transtorno orgásmico feminino, revisão de julho de 2023).
A terapia cuida do que é emocional e relacional. Algumas causas são físicas: se você ainda não passou por avaliação médica ou ginecológica, ela faz parte do cuidado. Se você toma algum remédio, converse com quem prescreveu antes de qualquer mudança.
Como a TCC ajuda no tratamento da anorgasmia
A terapia sexual na abordagem cognitivo-comportamental olha para os pensamentos, as emoções e os hábitos que dificultam o orgasmo. O acompanhamento é feito pela psicóloga Lilian Agne, CRP 04/76908, em sessões online por vídeo, para quem mora no Brasil ou no exterior.
Primeiro contato e primeira sessão
Você envia uma mensagem pelo WhatsApp, tira as dúvidas e escolhe o horário. Na primeira sessão será realizada uma avaliação inicial, para assim desenvolver um plano de tratamento personalizado, conforme seu caso. O valor e as condições são combinados diretamente, antes da primeira sessão.
Identificar pensamentos e crenças
Nas sessões, você identifica os pensamentos que aparecem antes e durante a relação, como a cobrança para chegar ao orgasmo, e as crenças aprendidas sobre o prazer. Entender de onde eles vêm tira o peso da culpa.
Voltar a prestar atenção às sensações
A terapia pode incluir técnicas práticas de atenção plena e de conhecimento do próprio corpo, combinadas com você e no seu ritmo, para sair do papel de quem se observa e voltar a sentir.
Incluir a parceria, quando faz sentido
Quando a dificuldade afeta a relação, as sessões podem incluir o parceiro ou a parceira, para conversar sobre o que dá prazer e tirar a pressão de cima da intimidade.
Sessões no seu ritmo
Os atendimentos são online; semanais ou quinzenais, depende de cada caso. A consulta tem duração média de 50/60 minutos e é realizada pelo WhatsApp, por chamada de vídeo, ou pelo Google Meet, você escolhe.
Dúvidas frequentes
Se a sua dúvida não estiver aqui, pergunte pelo WhatsApp. Para ler mais sobre o tema, veja os artigos sobre sexualidade.
É a dificuldade persistente de a mulher chegar ao orgasmo, mesmo com desejo e excitação. O orgasmo não vem, demora muito ou acontece raramente, e isso traz sofrimento. Tem tratamento.
Sim. O cuidado combina o acompanhamento psicológico, que pode ajudar a compreender e trabalhar o que dificulta o orgasmo, e a avaliação médica quando há causa física ou remédio envolvido. Cada pessoa tem o seu tempo, e a terapia não trabalha com prazo.
A primária é quando a mulher nunca teve orgasmo; a secundária, quando o orgasmo acontecia e deixou de acontecer. Na secundária, vale olhar para o que mudou: a relação, o momento de vida, a saúde ou algum remédio novo.
Não. Na anorgasmia, o desejo e a excitação podem existir, e o orgasmo é que não vem. A baixa libido, ou falta de desejo sexual, é outra queixa, mas as duas podem aparecer juntas, e a terapia olha para as duas.
Pode. Segundo o Manual MSD, alguns remédios interferem no orgasmo, entre eles, com frequência, os antidepressivos da classe dos ISRS. Converse com o médico que prescreveu antes de qualquer mudança, sem parar o remédio por conta própria.
Quando a dificuldade de chegar ao orgasmo é frequente, se repete por um tempo e incomoda você. Só uma avaliação com profissional esclarece o que está acontecendo, e a primeira conversa já ajuda a entender por onde começar.
Sim, a terapia pode ser feita online, com a mesma estrutura das sessões presenciais: conversa, técnicas da TCC e tarefas entre as sessões. Você participa de onde estiver, com privacidade.
Agendar avaliação
Falar sobre orgasmo pode ser difícil. Aqui você é ouvida sem julgamentos por uma psicóloga com mais de 20 anos de prática clínica, em sessões online, no seu tempo e de onde estiver.
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