Dispareunia: o que é, causas e tratamento psicológico
A dor na relação sexual tem tratamento, e aqui você pode falar dela com calma, sem julgamento e com sigilo.
- Psicóloga Lilian Agne · CRP 04/76908
- Terapia Cognitivo-Comportamental
- Atendimento online no Brasil e no exterior
Sessão sigilosa · Sem julgamento · Sem sala de espera
O que é dispareunia
Dispareunia é o nome da dor que aparece durante a relação sexual. Ela pode ser sentida na entrada da vagina, na tentativa de penetração, ou mais no fundo, quando a penetração é completa. A dor de entrada é chamada de dispareunia superficial ou de entrada; a que aparece no fundo da vagina, de dispareunia de profundidade.
No manual de diagnóstico da Associação Americana de Psiquiatria (DSM-V-TR), a dor na penetração faz parte do transtorno da dor gênito-pélvica/penetração, que inclui também o medo ou a ansiedade intensa de sentir dor antes, durante ou depois da penetração e a tensão da musculatura do assoalho pélvico nas tentativas de penetração. É nesse mesmo transtorno que entra o vaginismo, quando a contração da musculatura dificulta ou impede a penetração.
É mais comum do que parece. No Brasil, 17,8% das mulheres referem dor na relação sexual, segundo o levantamento de Abdo (2004) citado na Revista Brasileira de Sexualidade Humana (Matthes, 2019). A mesma revista cita uma revisão clínica (Sorensen e colaboradores, 2018) segundo a qual muitas mulheres com dispareunia não procuram atendimento e sofrem em silêncio, com a sensação de que a dor não foi levada a sério.
Dor sexual merece cuidado. Ela sinaliza que o corpo, as emoções ou os dois precisam de atenção, e ninguém precisa suportá-la em silêncio.
Causas psicológicas vs causas físicas
A dor durante a relação sexual raramente tem uma causa só. O quadro abaixo mostra o que costuma estar por trás dela e quem avalia cada parte.
| Tipo de causa | Exemplos | Quem avalia |
|---|---|---|
| Física | Infecções e inflamações, secura vaginal por alterações hormonais, endometriose e outras alterações na entrada ou no fundo da vagina | Ginecologista |
| Emocional | Medo e ansiedade de sentir dor, contração da musculatura quando a dor é esperada, experiências sexuais dolorosas anteriores | Psicóloga |
| Relacional | Tensão ou distância no relacionamento, dificuldade de conversar sobre sexo, culpa ou crenças aprendidas sobre a sexualidade | Psicóloga, individual ou em casal |
| As duas juntas | Uma causa física que gera medo, e o medo que mantém a dor mesmo depois do cuidado com o corpo | Ginecologista e psicóloga, em conjunto |
A terapia cuida do que é emocional e relacional. Algumas causas são físicas: se você ainda não passou por avaliação médica ou ginecológica, ela faz parte do cuidado.
Como a TCC pode ajudar

Quando a dor se repete, o corpo passa a esperar por ela. Segundo o Manual MSD, quando a mulher antecipa que a dor vai voltar, os músculos vaginais se contraem, e a penetração fica ainda mais dolorosa. Forma-se um ciclo de dor, medo e tensão que se alimenta sozinho, e a pessoa passa a evitar a intimidade.
A terapia cognitivo-comportamental (TCC) trabalha nesse ciclo. Nas sessões, você identifica os pensamentos que aparecem antes e durante a relação, entende o que alimenta a ansiedade e aprende formas de lidar com ela. A terapia pode ajudar você a retomar a intimidade no seu ritmo, sem pressa e sem cobrança. Esse trabalho faz parte da terapia sexual.
O Manual MSD, em sua versão para profissionais de saúde, indica o encaminhamento para terapia sexual com terapia cognitivo-comportamental, que muitas vezes ajuda a mulher a controlar o medo e a ansiedade ligados à dor e à penetração (Manual MSD, transtorno de dor gênito-pélvica/penetração, revisão de julho de 2023).
Quando a dor afeta a relação, as sessões podem incluir o parceiro ou a parceira, na terapia de casal: conversar sobre o que acontece tira o peso de cada um carregar isso sozinho.
Como funciona o tratamento
O acompanhamento é feito pela psicóloga Lilian Agne, CRP 04/76908, em sessões online por vídeo, para quem mora no Brasil ou no exterior.
Primeiro contato pelo WhatsApp
Você envia uma mensagem, tira as dúvidas e escolhe o horário da primeira sessão. O valor e as condições são combinados diretamente, antes da primeira sessão.
Primeira sessão
Na primeira sessão será realizada uma avaliação inicial, para assim desenvolver um plano de tratamento personalizado, conforme seu caso.
Sessões no seu ritmo
As sessões são por vídeo, com horário marcado e privacidade. Os atendimentos são online; semanais ou quinzenais, depende de cada caso. A consulta tem duração média de 50/60 minutos e é realizada pelo WhatsApp, por chamada de vídeo, ou pelo Google Meet, você escolhe.
Dúvidas frequentes sobre dispareunia
Se a sua dúvida não estiver aqui, pergunte pelo WhatsApp. Para ler mais sobre o tema, veja os artigos sobre sexualidade.
É a dor que a mulher sente durante a relação sexual, na entrada da vagina ou mais no fundo.
Pode ter causas físicas, emocionais ou as duas juntas. Infecções, inflamações, secura vaginal e endometriose estão entre as físicas; medo, ansiedade e tensão na relação, entre as emocionais.
Sim. O acompanhamento psicológico pode ajudar a lidar com o medo e a ansiedade que mantêm a dor.
É a dor sentida no fundo da vagina durante a penetração, muitas vezes percebida como dor no pé da barriga.
Nem sempre. A dor que aparece ou continua depois da relação pode ter outras causas; o artigo sobre a dor depois da relação explica as mais comuns. Se ela gera medo da próxima relação, a terapia pode ajudar nessa parte.
Sim, a terapia pode ser feita online, com a mesma estrutura das sessões presenciais: conversa, técnicas da TCC e tarefas entre as sessões. Você participa de onde estiver, com privacidade.
Agendar avaliação
Falar sobre dor na relação sexual pode ser difícil. Aqui você é ouvida sem julgamentos por uma psicóloga com mais de 20 anos de prática clínica, em sessões online, no seu tempo e de onde estiver.
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